sábado, 9 de julho de 2011

John Entwistle

John Alec Entwistle (9 de outubro de 1944 - 27 de junho de 2002) foi um baixista,compositor, cantor e trompetista britânico, mais conhecido por seu trabalho no baixo com a banda de rock The Who.
Sua sonoridade agressiva no instrumento influenciou várias gerações de baixistas, levando-o a ser definido como "o maior baixista da história do rock" por publicações como Greenwich Time e The Ledger.
A pegada base de seu instrumento era alcançada através da utilização de linhas penta tônicas e um som agudo pouco comum, alcançado através da utilização de cordas de aço RotoSound. Entwistle possuía uma coleção de mais de 200 instrumentos, refletindo as diferentes marcas que utilizou durante sua carreira: baixos Fender e Rickenbacker nos anos 60, Gibson e Alembic nos anos 70, Warwick nos anos 80 e baixos Status de fibra de carbono nos anos 90.

 Técnica e primórdios

Entwistle nasceu em Chiswick, subúrbio de Londres. No começo dos anos 60 ele passou a se apresentar em vários grupos de jazz e dixieland com seu colega de escola Pete Townshend, posteriormente entrando para a banda The Detours, de Roger Daltrey. Estava formado o núcleo do que seria mais tarde o The Who.
O grupo começara com Daltrey e Townshend dividindo os acordes de guitarra, até que Roger desistiu do instrumento. A mudança para uma única guitarra foi essencial para Entwistle (apelidado de "The Ox"), que passou a tocar acordes extremamente altos e intrincados para compensar a falta de uma guitarra rítmica - o resultado foi, dos primeiros singles do Who até o seu último sucesso, a transformação do trabalho do baixo de Entwistle em um dos mais complexos e audíveis do rock. Mais do que isso, ele tendia a aparecer justamente por não aparecer.
Além de seu trabalho no baixo, Entwistle revelou um talento peculiar como compositor. Suas canções demonstravam um senso de humor sombrio, incompatível com o trabalho mais introspectivo de Townshend. Embora contribuísse numa proporção de 2 músicas por álbum, a frustração de ter seu material relegado pelo The Who levou-o a lançar Smash Your Head Against The Wall em 1971, sendo o primeiro integrante da banda a gravar um disco solo.
Entwistle desenvolveu o que ele chamava de estilo '"datilógrafo" de tocar baixo. Consistia em posicionar a mão direita sobre as cordas para que os quatro dedos pudessem ser usados para bater percussivamente nas mesmas, fazendo com que elas atingissem o braço com um distinto som agudo. Isso dá ao músico a habilidade de tocar três ou quatro cordas de uma só vez, ou de usar diversos dedos em uma só corda, além de permitir a criação de passagens bastante percussivas e melódicas. Ele usava esta técnica para imitar os preenchimentos usados pelos bateristas, às vezes antes mesmo que os bateristas tivessem a oportunidade de fazê-los.
John identificava suas influências como uma combinação de seu treinamento formal ao trompete,trompa e piano, o que dava a seus dedos uma força e flexibilidade ímpares. Juntamente com os guitarristas de rock Duane Eddy e Gene Vincent, e baixistas de soul e R&B como James Jamerson, ele é considerado um pioneiro nas técnicas de baixo. Entwistle foi a influência primordial de gerações de baixistas e continua a aparecer em enquentes sobre os "melhores baixistas" em revistas musicais. Em 2000, a revista Guitar nomeou John Entwistle o "Baixista do Milênio" numa enquente entre seus leitores.

Fim de carreira

Próximo ao fim de sua carreira ele formou a The John Entwistle Band com seu amigo de longa data e baterista Steve Luongo e o guitarrista e vocalista Godfrey Townsend. Em 1996 ele deu início à turnê "Left for Dead", emplacando no mesmo ano a turnê de Quadrophenia com o The Who. No final de1998, John retomou sua banda solo e embarcou na "Left for Dead - the Sequel", após o qual foi lançado um álbum com os melhores momentos da turnê, chamado Left for Live.
Em 1999 e 2000 John voltou ao The Who, tocando em shows de caridade e em mais uma turnê.
Em 2001, participou do show organizado por Alan Parson em tributo aos Beatles, "A Walk Down Abbey Road". Além de John e Alan, o show contou com Ann Wilson, Todd Rundgren, David Pack,Godfrey Townsend, Steve Luongo e John Beck.
Durante janeiro e fevereiro de 2002, John fez suas últimas apresentações com o The Who na Inglaterra, a última delas em 8 de fevereiro no Royal Albert Hall em Londres.

Morte

John Entwistle morreu em Las Vegas no dia 27 de junho de 2002, um dia antes do início de mais uma turnê norte-americana do The Who.
O laudo do legista determinou que sua morte foi devido a um ataque cardíaco provocado por uma quantidade não determinada de cocaína. Embora a quantidade em seu sangue fosse mínima, a droga fez com que suas artérias coronárias - já prejudicadas por um problema cardíaco não tratado - se contraíssem, o que levou ao ataque cardíaco fatal. Entwistle, assim como Townshend, lutou contra o vício de álcool e drogas durante a maior parte de sua vida adulta.
A gigantesca coleção de guitarras e baixos de Entwistle foi a leilão no Sotheby's em Londres por iniciativa de seu filho Christopher, para o pagamento de dívidas e impostos. No leilão, Christopher chegou a dizer que seu pai odiaria ver tantos estranhos colocando as mãos em seus pertences. Sua enorme mansão em Stow-On-The-Wold em Costwolds, além de inúmeros objetos pessoais, também foram vendidos para arcar com as cobranças do Imposto de Renda. Ironicamente, John chegou a ser funcionário do IR, só deixando o emprego quando o The Who começou a fazer sucesso.
O funeral de John foi realizado na Igreja de Saint Edward em Stow-On-The-Wold, Gloucester, Inglaterra, no dia 10 de julho. Ele foi cremado e suas cinzas espalhadas em local privado. Um serviço memorial foi organizado em 24 de outubro em St. Martin-in-the-Fields, Trafalgar Square, Londres.
Discografia
§                     Smash Your Head Against the Wall (1971)


§                     Whistle Rymes (1972)
§                     Rigor Mortis Sets In (1973)
§                     Mad Dog (1975)
§                     Too Late The Hero (1981)
§                     The Rock (1996)
§                     King Biscuit Flower Hour Presents In Concert (1996) (ao vivo)
§                     Left For Live (1999) (ao vivo)
§                     Music From Van Pires (2000)
§                     So Who's the Bass Player? The Ox Anthology (2005) (coletânea)



John Paul Jones

Sir John Paul Jones (pseudónimo de John Baldwin, Sidcup, 3 de janeiro de 1946) é um baixista e tecladista britânico. John foi baixista e tecladista do Led Zeppelin até ao desmembramento da banda após a morte de John Bonham. Também toca guitarra, bandolim, koto, harmónica e ukulele.
Jones nasceu em Sidcup, Kent. O nome artístico John Paul Jones foi sugerido pelo seu amigo, Andrew Loog Oldham, depois de ter visto um cartaz de cinema com esse nome na França.
John aprendeu a tocar teclados com o seu pai, que foi pianista em grandes orquestras nas décadas de 40 e 50, principalmente com a “Ambrose Orchestra”. A sua mãe também pertencia ao mundo da música, o que permitia que a família muitas vezes fizesse digressões por Inglaterra. A suas influências abrangiam um grande leque de estilos, desde os blues de Big Bill Broonzy, ao jazz de Charles Mingus e ao piano clássico de Rachmaninov. Aos 14 anos era organista e condutor do coro da igreja local e foi nessa altura que comprou as suas primeiras guitarras baixo.
A primeira banda em que tocou, aos quinze anos, chamava-se “The Deltas”. Tocou baixo para um grupo de jazz-rock de Londres chamado “Jet Blacks”. A sua grande oportunidade surgiu em 1962, quando conheceu Jet Harris e Tony Meehan (recém-saídos dos Shadows) tendo tocado baixo para a sua banda durante dois anos. Entre 1964 e 1968, John foi muito procurado para tocar baixo e teclados com artistas como os Rolling Stones, Herman's Hermits, Donovan, Jeff Beck, Cat Stevens, Rod Stewart, Shirley Bassey, Lulu, e muitos outros.
Durante as sessões de gravação de “Hurdy gurdy man” de Donovan, John conheceu Jimmy Page, tendo voltado a se encontrar no álbum “Little games” dos Yardbirds onde John fez os arranjos orquestrais e tocou violoncelo na faixa de abertura. Quando Chris Dreja decidiu abandonar os Yardbirds para seguir a profissão de fotógrafo, John foi a primeira opção de Page para formar os “New Yardbirds" que pouco depois mudaram o nome para Led Zeppelin.
Para além da sua importância como baixista, as suas aptidões como tecladista acrescentaram uma dimensão eclética à música dos Zeppelin, retirando–lhe o rótulo de ser apenas mais uma banda de hard rock. No palco, a música preferida de John era “No quarter”, que muitas vezes chegava a demorar mais de meia-hora e incluía trechos de “Amazing Grace” e variações de peças clássicas de compositores como Rachmaninov.
O seu envolvimento com os Led Zeppelin não o afastou das sessões de estúdio, tendo participado em gravações de “Family Dogg”, Peter Green, “Madeline Bell”, Roy Harper e “Wings”.
Desde 1980, as suas colaborações incluem os “REM”, “Heart”, “Ben E, King”, “Mission”, “La Fura Dels Baus”, Brian Eno e “The Butthole Surfers”. Apareceu em vídeos e gravações de Paul McCartney.
O seu primeiro álbum a solo “Zooma” foi editado em 1999, seguindo de “Thunderthieh” em 2001, onde pela primeira vez Jones mostra os seus dotes vocais
No ano de 2005, Jones gravou uma linha de baixo no cd duplo dos Foo Fighters "In your Honor".
Em 2009, é formado um novo "Power Trio", com John Paul Jones (Led Zeppelin) no baixo e teclados, Dave Grohl (Nirvana e Foo Fighters) na bateria e Josh Homme (Queens of the Stone Age) nas guitarras e vocais. Esse novo trio denomina-se "Them Crooked Vultures", e as primeiras impressões musicais já demonstram uma forte ligação com o estilo "Led Zeppelin" de se fazer música [1].

John Paul Jones gravou o seu primeiro single a solo em Abril 1964, "A Foggy Day in Vietnam". O lado B era "Baja".

Com o Led Zeppellin
1969 - Led Zeppelin
1969 - Led Zeppelin II
1970 - Led Zeppelin III
1971 - Led Zeppelin IV
1973 - Houses of the Holy
1975 - Physical Graffiti
1976 - Presence
1976 - The Song Remains the Same
1979 - In Through the Out Door
1982 - Coda (álbum póstumo)
Fora do Led Zeppelin
Scream for Help (1985) (banda sonora)
The Sporting Life (1994), com Diamanda Galás
Zooma (1999)
Thunderthief (2001)
Them Crooked Vultures (2009)

domingo, 19 de junho de 2011

Gene Simmons


Gene Simmons, nome artístico de Chaim Witz, (Haifa, 25 de agosto de 1949) é o vocalista, baixista e fundador da banda de hard rock Kiss. Simmons é mais conhecido pelo seu apelido "The Demon". Contrariamente a muitas personalidades do rock, Simmons afirma "nunca ter consumido drogas, nunca ter fumado nem nunca ter bebido álcool demais em toda a sua vida."[1] Naturalizado norte-americano, é um ex-professor primário. Dentre suas melhores composições estão Rock N' Roll All Night, Shout It Out Loud, Calling Dr. Love, Chritine Sixteen, A World Without Heroes, I Love It Loud, War Machine, Unholy, Domino, You Wanted The Best, Russian Roulette, Yes I Know (Nobody's Perfect), entre outros hits.

Chaim Witz (que posteriormente mudaria seu nome para Eugene Klein) nasceu em Haifa, Israel e mudou-se com a mãe para os Estados Unidos quando tinha nove anos, indo morar em Queens, Nova Iorque (durante a Segunda Guerra sua mãe esteve num campo de concentração).[ Gene aprendeu inglês lendo histórias em quadrinhos de super heróis, livros de ficção científica e filmes, particularmente os de terror (além de inglês, ele também fala hebraico, alemão e húngaro). Formou-se pelo Richmond College e foi professor de inglês no Harlem espanhol. Ele aprendeu a tocar guitarra, mas preferiu o baixo porque, segundo ele, existiam muitos guitarristas, e queria ser diferente.
Um amigo, Steve Coronel, o apresentou a Stanley Eisen (mais tarde, Paul Stanley). De começo eles não se gostaram, mas depois se enturmaram e juntos fundaram uma das mais importantes bandas de Hard Rock do mundo: Kiss, em janeiro de 1973. Perfeccionista, entra de cabeça nos negócios da banda, encarando a fantasia e explorando (e bem) o marketing dela. Mulherengo convicto, tem centenas de polaroid nuas das garotas com quem (segundo ele, mais de 5 mil) transou na estrada. Namorou as cantoras Cher e Diana Ross. Mora com a atriz e playmate Shannon Tweed há mais de 23 anos, com quem tem dois filhos, (Sophie Simmons e Nicholas Simmons).
Depois do sucesso da banda nos anos 70/80, Gene começa a descobrir novas bandas. Descobriu o Van Halen e Cinderella. Retira a máscara em 1983 com o lançamento do álbum "Lick it Up" a ficou assim até 1996 quando houve a "Reunion Tour" com todos os membros originais do Kiss. Na década de 80 Gene tentou a carreira de ator estrelando filmes como "Runaway" (de 1985, com Tom Selleck, da série Magnun), "Wanted Dead or Alive", entre outros. Gene resolveu ampliar seus horizontes e passou a fazer várias participações em filmes e séries (fez o papel de um traficante na serie Third Watch), produziu novas bandas (Keel foi uma delas), desenhos animados, sua própria revista, etc. Nesta época deixou o Kiss um pouco de lado, coisa do que ele se arrependeu futuramente.
Com 1,90m, Gene é um dos maiores ícones da rock mundial. É famoso mundialmente por sua gigantesca língua e nos palcos chama a atenção por sua demoníaca figura, por cuspir fogo, vomitar sangue, além de tocar seu baixo em formato de machado. Tem sua própria revista "Gene Simmons Tongue Magazine", seu próprio selo (Simmons Record), desenho animado "My Dad the Rock Star". Em dezembro de 2001 lançou seu livro, KISS And Make-up, onde conta coisas inesperadas da banda. Em agosto de 2006 estreou seu reality show "Gene Simmons: Family Jewels" no canal A&E, e devido ao seu sucesso, teve uma segunda temporada onde entre muitas coisas mostra a cirurgia plástica a que se submeteu. Em 2009 promoveu um leilão beneficente para uma instituição onde o produto que foi arrematado por quinze mil dólares era uma pedra retirada cirurgicamente de um de seus rins.
Discografia

Kiss (1974)
Hotter Than Hell (1974)
Dressed To Kill (1975)
Alive! (1975)
Destroyer (1976)
The Originals (1976)
Rock And Roll Over (1976)
Love Gun (1977)
Alive II (1977)
Gene Simmons (1978)
Dynasty (1979)
Unmasked (1980)
Music From "The Elder" (1981)
Creatures Of The Night (1982)
Lick It Up (1983)
Animalize (1984)
Asylum (1985)
Crazy Nights (1987)
Hot In The Shade (1989)
Revenge (1992)
Alive III (1993)
Kiss Unplugged (1996)
Carnival Of Souls: The Final Sessions (1997)
Psycho Circus (1998)
Symphony: Alive IV (2003)
Sonic Boom (2009)
]Solo
Gene Simmons (1978)
Asshole (2004)
Curiosidades


Gene é citado no seriado Todo Mundo Odeia o Chris no episódio "Todo Mundo Odeia Identidades Falsas". Onde Chris usa uma identidade com o nome do músico.

sábado, 25 de setembro de 2010

Nota Musical


Nota Musical
É o termo empregado para designar o elemento mínimo de um som, formando por um único modo de vibração do. A cada nota, está associada uma freqüência – normalmente medida por hertz ( Hz) -, que descreve em termos físicos sua altura ( grave ou agudo ).
O som, por sua vez, é um conjunto de ondas que se propagam no ar a uma determinada freqüência: se estiverem na faixa de 20Hz e 20.000Hz, o ouvido humano vibra á mesma proporção, captando esta informação e produzindo as sensações neurais que representam a assimilação cerebral ao estimulo correspondente. As ondas de freqüência bem baixas, aproximadamente entre 20Hz a 100Hz, soam em nossos ouvidos de forma grave. Em freqüências elevadas ( exemplos, acima de 400Hz ), são agudos.
As notas podem  se combinar  quando tocadas simultaneamente, definindo uma harmonia , ou seqüência formando uma melodia. Caso estes fatores, aliados a mais alguns outros resultarem em uma sensação agradável , dá-se a essa seqüência
 o nome de música.  

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A FUNÇÃO DO CONTRA-BAIXO EM UMA BANDA

Em um período de louvor, contra-baixo é indispensável, fazendo a ligação entre os instrumentos rítmicos e harmônicos. O contra-baixo, junto com a bateria, em purra a banda para frente. O baixista tem a responsabilidade de tocar as notas nas cabeças dos compassos, que definem a função do acorde. Um contra-baixo fora do compasso pode fazer um estrago irreme diável. Os outros instrumentistas, muitas vezes, têm mais facilidade de disfarçar uma dúvida tocando algo mais melódico. O baixista normalmente tem que apresentar a nota no primeiro tempo.
Por um lado, o contra-baixo também tem o poder de colocar balanço na levada, inserindo grooves interessantes, invertendo os acordes que fazem as ligações dentro da harmonia. Por outro lado, tente tirar o contra-baixo de uma música e você vai experimen tar uma sensação muito esquisita, como se o chão saísse de debaixo dos pés. E é isso que muitas vezes o contra-baixo é: o chão

Am Vintage ´57 Precision Bass

Corpo em alder; braço em maple "C" shape c/ acabamento em nitrocelulose; escala em maple c/ 20 trastes vintage; tarraxas vintage reverse; 1 pickup split coil (P) vintage; escudo de alumínio anodizado; controles V/T; ponte vintage; c/case Deluxe (tweed).

domingo, 19 de setembro de 2010

Escalas: Como montar modo maior ( Jônico)

As escalas se dividem em Modos( Maior, Menor Natural, Pentatônica¸ Mixolídio, Pentablues etc...). O que determina o modo da escala é a disposição e intervalo existente entre as notas.
É necessário conhecer as escalas pois toda a formação harmônica (Acordes) assim como os Campos Harmônicos, são formados a partir da estrutura dos Modos.
Começaremos pelo modo maior, pois além de gerar a estrutura mais utilizada em nossa cultura musical, ele pode ser a base para muitos outros Modos fazendo apenas pequenas alterações.
No Modo Maior (Escala Diatônica ou Modo Jônico) existem apenas dois tipos de intervalos.
Tom e Semi-tom. Para estabelecermos um Modo, é necessário respeitar algumas regras que podem facilitar a sua estruturação.
1°- Começar e terminar o Modo pela Tônica (nota principal, que dá nome a escala)
2°- Numerar cada nota para se estabelecer os intervalos
3° - Conferir e, se for necessário, alterar (através dos acidentes) os intervalos, para que se ajustem ao padrão estabelecido pelo Modo. 
Para termos uma escala ou Modo Maior, são necessários os seguintes intervalos, independente da Tônica.
I           II           III             IV          V          VI         VII           VIII
    Tom    Tom   S.Tom      Tom      Tom      Tom    S.Tom
Perceba que entre o III e IV e o VII e VIII, existe um Semi-Tom e em todos os outros há um intervalo de Tom. 
Você já percebeu que a escala maior de DO não tem acidentes. Veja por que:
I              II           III            IV         V            VI          VII          VIII
DO       RE        MI          FA       SOL        LA         SI          DO
     Tom      Tom    S.Tom     Tom      Tom      Tom    S.Tom
E porque na escala maior de RE, o FA e o DO são sustenidos? Veja por que. 
I              II            III              IV             V          VI           VII         VIII
RE        MI          FA          SOL         LA         SI           DO         RE 
    Tom      S.Tom      Tom        Tom        Tom     S.Tom     Tom 
Os intervalos não correspondem com o padrão do Modo Maior
Para que os intervalos se ajustem conforme o Modo Maior é preciso que usemos o recurso dos acidentes, neste caso o sustenido. 
I             II             III             IV             V            VI           VII          VIII
RE       MI          FA#        SOL         LA           SI          DO#        RE 
     Tom     Tom       S.Tom      Tom        Tom       Tom        S.Tom